General da reserva do Exército é nomeado presidente interino da Funai

Agência Força Aérea

General da reserva é nomeado presidente interino da Funai

 

A nomeação de Franklinberg Ribeiro de Freitas para exercer, de forma interina, o cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai) foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (9). Freitas, que é general da reserva do Exército, assume o posto no lugar de Antônio Fernandes Toninho Costa, exonerado na semana passada.

O novo presidente interino do órgão estava na pasta desde janeiro, quando foi nomeado pelo ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, para o cargo de Diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai. Antes, no entanto, ele estava na assessoria do Comando Militar da Amazônia, em Manaus.

O general foi indicado para o cargo na Funai pelo PSC, partido presidido pelo Pastor Everaldo Nascimento, que defende as bancadas ruralista e evangélica. Descendente de indígenas da etnia Mura, Franklinberg é militar de carreira, tendo a patente de general.

No governo do presidente Michel Temer, o PSC tem liderado movimento com indicações de militares para a Funai. Franklinberg já havia sido indicado para presidência, pelo partido, mas enfrentou forte rejeição por lideranças indígenas na época

Nesta terça-feira (9), também foi publicada a nomeação de Francisco José Nunes Ferreira para o cargo de diretora de Administração e Gestão do Funai, no lugar de Janice Queiroz de Oliveira.

Saída de Toninho Costa

Ao deixar o cargo na semana passada, Costa fez críticas ao ministro da Justiça, Osmar Serraglio. Ele disse que sua saída se deve à ingerência política, criticou a incompreensão de setores do governo sobre o papel institucional da fundação, disse que foi pressionado para contratar pessoas sem a devida qualificação técnica e que teme a extinção da Funai.

Alguns dias antes da exoneração de Toninho Costa, Serraglio criticou a lentidão da Funai na condução de alguns processos de demarcação de terras indígenas e chegou a falar em um mutirão para identificar os processos, que ele classificou como “lentos, amarrados e até dificultados”.

Com informações da Agência Brasil

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