Quinta, 23 de Fevereiro de 2017

Em depoimento à PF, Aécio rebate acusação feita por Delcídio

Segundo ex-senador cassado, tucano enviou emissários à CPI dos Correios, em 2005, para esconder a relação entre o Banco Rural e o chamado mensalão mineiro ou do PSDB. Inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal

Marcelo Camargo/ABr

Senador foi citado na delação premiada de Delcídio do Amaral

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), prestou depoimento à Polícia Federal sobre a suspeita de que participou de uma manobra para “maquiar” dados da CPI dos Correios, em 2005, quando era governador de Minas Gerais.

De acordo com o ex-senador cassado Delcídio do Amaral (MS), um dos delatores da Operação Lava Jato, Aécio enviou “emissários” para barrar a quebra de sigilo de pessoas e empresas investigadas pela CPI, presidida à época pelo ex-parlamentar. O depoimento foi prestado na semana passada, mas até agora não há informações sobre as declarações dadas pelo tucano à PF.

O objetivo de Aécio, segundo Delcídio, era esconder a relação entre o Banco Rural e o chamado mensalão mineiro ou tucano. Também são investigados o ex-vice-governador e ex-senador Clésio Andrade e o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que era filiado ao PSDB.

“Outros parlamentares também sabiam que esses dados estavam maquiados, podendo citar os deputados Carlos Sampaio e Eduardo Paes, já mencionado, dentre outros que não se recorda. Esses fatos ocorreram em 2005/2006. Esse tema foi tratado com Aécio Neves em Belo Horizonte, no palácio do governo”, diz trecho da delação de Delcídio. Ex-líder do PSDB na Câmara, Sampaio foi excluído das apurações.

O inquérito corre no Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita outra investigação contra Aécio, sobre desvios praticados em Furnas. Os dois casos são baseados na delação do ex-senador. “O senador Aécio Neves, como previsto, prestou esclarecimentos, demonstrando a absoluta improcedência das citações feitas pelo ex-senador Delcídio”, limitou-se a dizer a assessoria do tucano.

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