Em conversa com aliados, Temer diz que entendeu pagamento a Cunha como “ato de solidariedade”

Antonio Cruz / Agência Brasil

Temer admitiu a aliados que ouviu relato de pagamentos a Eduardo Cunha, o que diz ter entendido como “ato de solidariedade” ao deputado cassado

 

O presidente Michel Temer confirmou, em conversa com aliados na noite desta quarta-feira (17), que sabia que o dono da JBS Joesley Batista fazia pagamentos ao deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso e condenado a 15 anos e quatro meses de prisão por envolvimento no petrolão. O presidente não teria manifestado objeções aos pagamentos – uma nova versão sobre a compra do silêncio do correligionário peemedebista. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Leia também:
Dono da JBS grava Michel Temer avalizando compra de silêncio de Eduardo Cunha
Aécio é gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS

O deputado Carlos Marun (PMDB-RS), aliado de Cunha, esteve na reunião e confirmou que Temer sabia do “auxílio” dado ao peemedebista preso em Curitiba. Marun disse ainda que Temer afirmou nunca ter feito pedidos dessa natureza, mas também não se opôs a eles.

A informação, de acordo com a reportagem da Folha, foi confirmada por outros dois participantes da reunião que afirmam que o presidente entendeu os pagamentos como um “ato de solidariedade” ao deputado cassado.

Leia a reportagem do jornal Folha de S. Paulo

Continuar lendo

Publicidade Publicidade