“Deputado do confete” tatua nome de Temer no ombro: “Parceiro é parceiro, FDP é FDP”

Reprodução

Deputado registrou em sua página no Facebook fotos do adereço feito em homenagem ao "melhor presidente da história", segundo ele

 

Integrante da tropa de choque de Michel Temer, o deputado Wladimir Costa (SD-PA) tatuou no ombro o nome do peemedebista em homenagem àquele que, segundo ele, é “o melhor presidente da história do Brasil”. “Podem falar o que quiserem, não me ofendo, mas eu só digo uma coisa: eu não sou hipócrita”, escreveu o deputado em sua página no Facebook. De acordo com ele, a tatuagem é permanente, foi feita na última sexta-feira (28) e custou R$ 1,2 mil, a serem pagos em seis parcelas no cartão de crédito. O deputado apresentou o adereço no sábado, durante a cerimônia de entrega de 20 caminhões coletores de lixo no município paraense de Salinas.

“Não possuo eleitores, eu, Wlad, possuo seguidores, amigos fiéis e verdadeiros, os que me elegem sabem que sou assim, todos sabem que, se por ventura a bala vier na direção do amigo, me jogo na frente”, disse na ocasião o deputado, segundo a página de direita Reflexo Político Brasil, em declaração reproduzida na página do parlamentar no Facebook.

“Outros deputados comentam até mesmo comigo que são amigos do Temer, gostam dele e o admiram também, mas não podem se expor porque ele só está com 5% de aprovação. Acho isso muita hipocrisia, pois sou exatamente ao contrário, amigo meu pode está com zero na pesquisa, mas morro agarrado, parceiro é parceiro, FDP É FDP, amigo que esconde a cara na hora que o parceiro está na agonia ou numa guerra, amigo que se esconde ou fica em cima do muro é o pior dos covardes, prefiro ter apenas um amigo somente, mas que seja verdadeiro e não só na hora da fartura”, emendou.

Wladimir Costa é conhecido por diversas polêmicas. Apoiador de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara, surpreendeu os colegas ao votar a favor da cassação dele quando o resultado estava decidido em desfavor do peemedebista.

“Burro”

No último dia 12 de julho, chamou de “burro” o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que deu parecer favorável ao prosseguimento da denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) “Lavem a boca para falar do presidente Temer”, esbravejou. O parlamentar criticou deputados de oposição envolvidos em denúncias, citou nomes e casos, e atacou o PT. “O PT não tem moral para falar de ninguém na comissão”, ressaltou.  Sua crítica mais dura foi direcionada a Zveiter. “Está na sua cara que o senhor é burro, incompetente e desqualificado”, afirmou o deputado, referindo-se a Zveiter. “Volte a estudar direito. O senhor envergonhou a categoria”, disparou.

O deputado é réu em duas ações penais e investigado em dois inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal por peculato, tráfico de influência, crime contra a liberdade pessoal e ameaça.

Wladimir Costa ficou conhecido como o “deputado do confete” na votação do pedido de abertura de processo de impeachment contra a então presidente Dilma, em 17 de abril do ano passado. Enrolado em uma bandeira do Pará, ele detonou um rojão de confetes em plenário quando declarou, de maneira festiva, seu voto pelo afastamento da presidente. No ano passado, Wladimir também ficou entre os parlamentares mais ausentes, como mostrou levantamento do Congresso em Foco.

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