Depois de votação apertada, Maia diz confiar em quórum para reforma da Previdência

 

Lula Marques/AGPT

Na votação do projeto que regulamenta a terceirização, plenário teve placar apertado e manifestação

 

Na votação do projeto que regulamenta a terceirização do trabalho, realizada ontem (quarta, 23) no plenário da Câmara, metade dos deputados do PMDB – principal legenda que compõe a base do governo – abandonou o presidente Michel Temer. Esse foi um dos resultados mais apertados desde que o peemedebista assumiu a Presidência da República. O resultado liga sinal de alerta para o governo na apreciação das propostas que promovem as reformas trabalhista (PL 6787/16) e da Previdência (PEC 287/16). Entretanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse, na tarde desta quinta-feira (23), que está confiante na aprovação dos textos apresentados pelo Executivo.

Caso o placar da terceirização se repita – ao todo, foram 231 votos a favor, 188 contrários e 8 abstenções, a PEC da Previdência, por exemplo, não será aprovada. Para isso, no mínimo 308 votos precisam ser favoráveis à matéria em discussão. Questionado sobre a pressão sofrida pelo governo, Rodrigo Maia comparou a aprovação do projeto da terceirização com a pré-temporada de um time de futebol.

“O importante é que foi vitorioso. E eu tenho certeza de que nas próximas votações, vamos jogar mais como time campeão brasileiro do que um time campeão carioca ou paulista. Esse apoio vai crescer, eu tenho certeza de que na reforma trabalhista nós vamos caminhar para um resultado de quórum constitucional”, afirmou.

O presidente acrescentou que, na reforma da Previdência, o resultado “vai mudar a história do Brasil e gerar, já no segundo semestre, um crescimento enorme da economia brasileira, e a recuperação definitiva da geração de empregos”.

Segundo Rodrigo Maia, a votação do projeto sobre a terceirização foi um “passo gigante” dado pelos deputados. “Foi o primeiro passo, uma sinalização forte, até porque é uma matéria que vinha sendo debatida há anos na Câmara e no Senado e nós nunca conseguimos encaminhar à sanção nenhum projeto”, disse o presidente, ao calcular a votação da reforma trabalhista em 30 ou 40 dias, seguida pela reforma da Previdência.

Quanto às afirmações de que o projeto relativo à terceirização irá reduzir o número de empregos com carteira assinada, Rodrigo Maia afirmou que existem 14 milhões de desempregados no Brasil, e que é preciso dar segurança jurídica para contratação no mercado de terceirização.

* Com informações da Agência Câmara

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