Quinta, 19 de Janeiro de 2017

Depois de chamar massacre de acidente, Temer fala em “matança pavorosa”

Declaração do presidente foi dada durante primeira reunião do Núcleo de Infraestrutura do governo no Palácio do Planalto

José Cruz/Agência Brasil]
José Cruz/Agência Brasil

Presidente participou da reunião de abertura do Núcleo de Infraestrutura

 

Após chamar o massacre no presídio de Manaus de “acidente”, o presidente Michel Temer voltou a comentar a crise no sistema penitenciário brasileiro. Mais enfático, dessa vez Temer se feriu ao caso como uma “pavorosa matança”.

Segundo o presidente, a União passou a se interessar muito mais pela segurança pública porque as organizações criminosas – PCC, Família do Norte – “constituem-se quase uma regra de direito fora do Estado”. De acordo com Temer, essas organizações têm “preceitos próprios” até quando fazem “aquela pavorosa matança” – referindo-se aos massacres nos presídios.

As declarações do presidente foram dadas durante a abertura da reunião do Núcleo de Infraestrutura, no Palácio do Planalto. No encontro, o presidente destacou ainda que segurança pública é questão de segurança nacional.

A crise no sistema penitenciário brasileiro assola, principalmente, a região Norte, onde quase 100 detentos foram cruelmente mortos por facções criminosas rivais em presídios de Manaus e Roraima.

Depois das tragédias, o governo anunciou Plano de Segurança Nacional, que prevê a construção de cinco novos presídios federais, com 200 ou 250 vagas cada, para abrigar presos perigosos. O governo estima gastar R$ 45 milhões com cada unidade.

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