Crise política do governo parece filme de suspense

Crise política do governo parece filme de suspense

Não é preciso ser um estrategista de comunicação para entender que o espaço para a recuperação da imagem do governo Michel Temer fica menor a cada dia. Em plena era multimídia e de propagação da informação em tempo real, não adianta tentar dissimular com estratagemas de retórica os abalos sísmicos na reputação dos ocupantes da Esplanada.

A sucessão de trapalhadas, intemperanças verbais e desacertos institucionais tem o impacto de um tsunami na imagem dos políticos. A Lava Jato sobrevoa os campos do poder tal como uma ave gigante de mau agouro. Os voos estão cada vez mais rasantes.

Nesta semana, as peças do xadrez político se moveram com rapidez. Alexandre Moraes foi recepcionado com loas pelos senadores e sua indicação para a vaga no STF foi aprovada com folga no plenário do Senado: 55 a favor e somente 13 contrários. As horas de sabatina foram tão amenas que ele se sentiu confortável para dar uma piscada suprema ao presidente da CCJ, Edson Lobão. A imagem da cena foi estampada com destaque na mídia. E o ex-ministro do Planejamento, senador Romero Jucá, usou a expressão “suruba” para se referir às propostas de restringir o foro privilegiado para políticos.

As peças no tabuleiro continuaram a se mover. Na quarta-feira à noite, Planalto, PSDB e a opinião pública foram surpreendidos com o pedido de demissão do chanceler José Serra, por motivos de saúde. Na quinta-feira de manhã, reassumiu sua cadeira no Senado e anunciou que não irá se licenciar para o tratamento médico.

Mais um sobressalto na quinta: o amigo e ex-assessor de Temer José Yunes afirmou que serviu de “mula involuntária” do ministro Eliseu Padilha ao receber um pacote em seu escritório das mãos do doleiro Lúcio Funaro. Padilha pediu licença da Casa Civil para tratar de problemas de saúde e deve ser submetido a uma cirurgia nos próximos dias. Depois das revelações de Yunes, já surgem versões de que o ministro poderá nem voltar ao governo.

O roteiro de “thriller” não poderia ser mais preocupante para Temer, cuja popularidade está em viés de baixa tão forte que nem as poucas notícias boas da economia conseguem ajudar. Ele amargou um nono lugar entre 11 chefes de Estado da América Latina. A avaliação foi feita por 295 formadores de opinião e jornalistas da região, em pesquisa do instituto Ipsos para sondar como eles viam a atuação dos governantes latino-americanos.

 

Tiny Trump, meme do ‘mini” presidente dos EUA viraliza nas redes

Desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos da América, Donald Trump é alvo constante de memes na internet e esta semana não foi diferente. A brincadeira da vez começou na rede social americana Reddit, onde mais de 38 mil usuários se tornaram seguidores do tópico Tiny Trump, dedicado a colecionar montagens do presidente com menos de um metro de altura, em situações engraçadas que brincam com o ego de Trump e sua miniatura.

Também nesta semana, a guerra declarada de Trump contra a imprensa norte-americana ganhou novos contornos, com a revelação de que 52% dos americanos acreditam na mídia e não no presidente.. Pesquisa realizada pela Universidade de Quinnipiac apontou que somente 37% dos americanos acham Trump mais confiável.

Pesquisa similar feita anteriormente pela rede americana Fox News, de linha conservadora, concluiu que 45% das pessoas disseram confiar mais em Trump. O polêmico presidente atacou os jornais e os chamou de desonestos, mentirosos e manipuladores. Acusou os serviços de inteligência de fornecerem informações falsas à mídia. O “Washington Post” lançou um novo lema numa crítica aparente ao governo do republicano: “Democracia morre nas trevas”. A expressão apareceu nesta quarta-feira, sob o nome do jornal na sua página na internet.

 

Descoberta de novo sistema solar ganha doddle do Google

O gigante das buscas dedicou o “doddle” da semana à recém descoberta de outro sistema solar com sete planetas semelhantes à Terra. A animação do Google mostra o simpático planeta Terra com uma luneta explorando o universo até encontrar outro astro semelhante a ele em um novo sistema solar. Segundo pesquisadores da NASA, esses novos exoplanetas orbitam em torno da estrela Trappist-1 e três deles possivelmente podem conter águe e até mesmo oceanos. “A questão agora não é se encontraremos um planeta como a Terra, e sim quando o encontrarmos”, afirmou um cientista da NASA no anúncio da descoberta.

 

 

 

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