Colunistas

Como escolher um(a) arquiteto(a)

O que levar em conta na hora de contratar o(a) profissional que vai dar vida e alma à sua casa. Na coluna de estreia do Ohlaemcasa, Daniele Franco e Beatriz Venâncio dão quatro dicas fundamentais para que você não caia em roubada

Uma dúvida muito frequente, que deixa clientes com a pulga atrás da orelha. Uma decisão que, tomada em falso, pode atrapalhar a execução do velho sonho da maioria das pessoas: ter uma casa com a sua alma e à sua feição.

Afinal, o que é necessário considerar na hora de contratar um profissional da arquitetura?

Vários aspectos devem ser analisados nessa fase. Vamos dar dicas objetivas para auxiliá-lo a filtrar profissionais e diminuir possíveis desgastes com o(a) arquiteto(a).

O PRIMEIRO é o mais difícil. Para que o cliente se sinta realizado com a conclusão da obra, ele precisa entender o que quer. É muito importante para o arquiteto saber se quem o contrata possui referências ou se a construção deve ser um produto personalizado, ajustado aos seus interesses. Existem arquitetos que são marcas e arquitetos que são estilistas. Saiba, então, qual perfil você está procurando. Há arquitetos que trabalham para ter seus traços bem definidos e reconhecidos como uma grife. Mas também existem profissionais que se esforçam para desvendar os interesses do cliente. Definido o tipo de arquiteto que você busca, está na hora de definir seu estilo.

Algumas arquiteturas residenciais têm se destacado no Brasil: a neoclássica, a modernista e a contemporânea. A primeira é conhecida pelo equilíbrio e pela harmonia que expressa. A platibanda (aquele telhado que não mostra as telhas, sabe?) não é um recurso muito usado nesse tipo de arquitetura. Geralmente, essas casas possuem um hall externo que se destaca, muitas molduras e abusam do pé direito (a altura do chão até o teto). São casas monumentais!

A segunda e a terceira vertentes confundem algumas pessoas, principalmente porque o momento é de transição dentro da arquitetura. Casa modernista é aquela que possui na sua fachada com traços retilíneos bem definidos, sem muita expressão de cores e texturas. Costuma se destacar do entorno e possui platibanda, pórticos e muito jogo de volumes.

Por fim, a contemporânea é aquela casa bastante expressiva. Normalmente, possui revestimentos na sua fachada como pedras rústicas, porcelanatos que imitam madeira e até mesmo o cimento queimado é muito utilizado. Além da expressividade na textura, ela costuma estar bem inserida no entorno, ou seja, se insere nas curvas de nível e procura não se destacar no terreno. Os artifícios não estão restritos ao segmento da arquitetura. Existem casas contemporâneas que possuem pórticos, casas clássicas que podem vir a possuir platibandas e casas modernas com o uso de molduras.

O SEGUNDO passo é analisar o orçamento. É importante que estejam descritas nele todas as partes: o anteprojeto, o projeto básico/legal, o projeto executivo, o projeto de detalhamento e visitas ou acompanhamento técnico. Se em todas as suas propostas essas etapas estiverem discriminadas e detalhadas, você poderá fazer uma comparação de mercado justa.

Mas a cláusula mais importante para analisar é a referente às visitas ou ao acompanhamento! Cobrar as adversidades que ocorrem no canteiro de obra é uma tarefa muito difícil, requer muito tempo e, normalmente, é desvalorizada. Quem não considera essa etapa, corre o risco ter de pagar mais caro por isso lá na frente. Um piso instalado de maneira incorreta, que terá de ser refeito, custa muito mais do que o valor das visitas. Em outras palavras, a falta de planejamento e fiscalização influencia diretamente o orçamento final.

Agora, como saber se o arquiteto vai oferecer tudo isso?

Chegou a parte mais fácil, o TERCEIRO passo: é só pedir para ver um exemplo de caderno de obra! Apesar de as imagens dos espaços (reais ou virtuais) serem muito importantes, você não deve fundamentar apenas nelas a sua decisão! É válido observar cada detalhe das folhas de projeto e procurar entender o que está desenhado! Se o escritório for qualificado, aquele projeto deverá ser entendido tanto por leigos quanto por especialistas. Se as plantas não tiverem uma organização visível ou a explicação da(o) arquiteta(o) não tiver sido suficiente para que o cliente entenda o que será feito, pode ter certeza que a obra terá mais inconvenientes que o normal!

O ÚLTIMO PONTO, importante para a comodidade de quem contrata, é averiguar se o arquiteto costuma ambientar o local após a sua finalização. Geralmente, os clientes sentem aquela sensação de “finalmente em casa” quando tudo está no seu devido lugar! Existem várias lojas que permitem consignação, ou seja, o arquiteto busca os ornamentos e deixa sua casa toda enfeitada!

Alinhando esses quatro pontos, com certeza, o projeto da sua casa ficará o mais próximo possível do esperado, atenderá sua expectativas e suas necessidades.

 

 

Congresso em Foco estreia coluna com dicas de arquitetura e decoração

Continuar lendo

Sobre o autor

Daniele Franco e Beatriz Venâncio

Daniele Franco e Beatriz Venâncio

Daniele Franco é arquiteta formada pelo Centro Universitário de Brasília (UniCeub) e sócia da Benfatto Projetos Integrados. Beatriz Venâncio cursa o último período de Arquitetura no Centro Universitário de Brasília (UniCeub) é e sócia da INOV Arquitetura. Juntas escrevem na coluna #Ohlaemcasa

Outros textos de Daniele Franco e Beatriz Venâncio.

Curtir Congresso em Foco no Twitter e Facebook:




Publicidade Publicidade