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Coluna Cenas da Semana: luxo em casamento de filha de ministro provoca protestos em Curitiba

“A notícia de que a lista de presentes do casal incluía mimos caros como garrafas térmicas de prata serviu de estimulante para a revolta: ‘Essa galera não é gentil com o nosso dinheiro. É uma classe de bandidos, corruptos’, afirmou um estudante”. Veja mais destaques da coluna

 

 

Luxo em casamento de filha de ministro provoca protestos em Curitiba

As cenas de protestos com arremessos de ovos, copos de cerveja e cuspe no casamento da filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), são um indício que a sociedade está chegando no limite de paciência e tolerância com tais ostentações de luxo.

A noiva é caçula do clã pepista que está na política há três gerações no Paraná.  A festa do casamento, uma recepção para 1.200 pessoas, foi na Sociedade Garibaldi, um prédio do patrimônio histórico. A estrutura metálica erguida para abrigar os convidados foi alvo de críticas e contribuiu para piorar o clima da manifestação.

Há meses as pesquisas mostram a descrença da sociedade contra representantes do sistema político atual, que é agravada pelos efeitos da crise econômica. A corrupção revelada pela Operação Lava Jato reforça a revolta contra desvios de dinheiro público e aumenta a desconfiança da população na classe politica.

A notícia de que a lista de presentes do casal incluía mimos caros como açucareiro de R$ 400,00 e garrafas térmicas de prata serviu de estimulante para a revolta: “Essa galera não é gentil com o nosso dinheiro. É uma classe de bandidos, corruptos”, afirmou um estudante, militante do PCdoB.

Ao seu lado, outros manifestantes protestavam contra a falta de remédios nos postos de saúde, o fim de direitos trabalhistas e votações tramitadas a golpes, segundo notícia da Folha de S.Paulo.

Não é a primeira vez que casamentos de herdeiras de políticos e empresários se transformam em palco de protestos. Em 2013, em meio a manifestações contra o aumento de R$ 0,20 no transporte público, a pompa da cerimônia da filha do empresário Jacob Barata, o “rei dos ônibus”, foi alvo de revolta popular.

Essas demonstrações de ira como em Curitiba e no Rio, com xingamentos e arremessos de objetos, mostram que o povo está chegando no limite da paciência e da tolerância. Demonstrações de luxo e ostentações são associadas a gastos com dinheiro público. Disseminadas rapidamente nas redes sociais, alimentam tumultos na vida real.

 

 

Cobrança de ingresso para conhecer investigadores da Lava Jato gera crítica

Depois da polêmica em torno das palestras remuneradas, o coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, protagoniza nova controvérsia. Ele postou texto anunciando evento que vendia ingressos para quem quisesse conhecer os investigadores. O dinheiro seria doado.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, criticou, lembrando que o uso da Lava Jato e do combate à corrupção para autopromoção contraria os princípios da impessoalidade e da moralidade. “Espera-se que servidores tenham o interesse público como um fim e a discrição como meio de trabalho”. Agentes públicos que não seguem normas de boas práticas prejudicam a reputação institucional.

 

 

CNJ autoriza uso do WhatsApp para intimações judiciais

Depois de idas e vindas sendo alvo de liminares que suspendiam o seu uso, finalmente o  Conselho Nacional de Justiça decreta o Whatsapp como um aliado do poder judiciário. O CNJ aprovou a utilização do aplicativo para intimações judiciais, sendo facultativo às partes que concordarem com seus termos de uso. Menos burocracia, menos custos e mais rapidez, esses são mais alguns dos efeitos positivos da tecnologia e do uso das redes sociais na contemporaneidade. A adaptabilidade do WhatsApp, além de agilizar procedimentos, também pode auxiliar na comunicação interna de empresas e entidades que souberem utilizar o aplicativo a seu favor.

 

 

 

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