Barrada no Trabalho, Cristiane Brasil se diz “caçada” e anuncia projeto anti-violência política contra mulheres

 

Isabella Macedo/Congresso em Foco

Cristiane Brasil apresentou hoje (terça, 6), projeto para criminalizar violência política contra mulheres

 

A deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) fez, na tarde desta terça-feira (6), seu primeiro discurso após o imbróglio judicial que a impediu de assumir o Ministério do Trabalho. Ao subir à  tribuna do plenário, a deputada também anunciou ter protocolado hoje um projeto para alterar o Código Eleitoral e transformar em crime o que chamou de violência política contra mulheres. A petebista afirmou que, desde que foi indicada por Michel Temer para o posto, teve tratamento diferenciado por ser mulher ao ter sua vida “devassada” em matérias sensacionalistas (veja a íntegra do discurso no vídeo abaixo).

“Fui agredida com virulência e machismo, tive minha dignidade atacada violentamente sem qualquer respeito à minha família, amigos, eleitores e ao povo  brasileiro, que não pode ter conhecimento da minha parte da verdade”, discursou a deputada, colocando em dúvida se haveria impedimento, para comandar aquela pasta, caso o indicado fosse um homem. “Teria sido alvo do mesmo tipo de caçada?” (leia a íntegra do discurso da deputada).

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O projeto anunciado pela deputada prevê pena de reclusão para aqueles que cometerem atos de perseguição, assédio, ameaça ou agressão física ou psicológica contra candidatas eleitas, nomeadas ou no exercício de cargo político.

A deputada afirmou que acredita que é preciso aprimorar a lei para avançar na proteção das mulheres nos espaços públicos de decisão. “Ainda temos muito a conquistar quando o assunto é a violência contra a mulher. Mulheres que ousam ocupar funções cargos públicos em especial nas altas instâncias de poder sistematicamente têm sua integridade física ou psicológica, imagem e atuação afetadas por diversas formas de violência”, disse Cristiane na Tribuna.

Cristiane deu como exemplo de violência política o desgaste que seu nome sofreu ao ser indicada como ministra do Trabalho, no início de janeiro. “Fui alvo de muitas agressões e comentários os mais absurdos em redes sociais e pela própria imprensa após ser impedida de assumir o cargo por ações judiciais, apesar de a Constituição garantir a prerrogativa exclusiva do Presidente da República na indicação de seu ministério”, reclamou.

 

Veja o discurso:

 

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