Alckmin perde foro privilegiado, e Lava Jato pede para investigá-lo em São Paulo

Marcelo Camargo/ABr

Alckmin diz que jamais recebeu recursos ilícitos

 

A força-tarefa da Lava Jato pediu ao vice-procurador da República Luciano Mariz Maia para investigar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. No pedido, nove procuradores alegam que Alckmin, que deixou o cargo na última sexta-feira (6) para disputar a Presidência, perdeu a prerrogativa de ser julgado apenas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro especial dos governadores.

Alckmin é investigado pela suspeita de ter recebido R$ 10,7 milhões da Odebrecht, conforme delação premiada de três executivos do grupo, em 2010 e 2014. Segundo os delatores, parte do dinheiro foi entregue ao empresário Ademar César Ribeiro, cunhado do presidenciável. Alckmin nega ter recebido qualquer recurso de origem ilícita.

A força-tarefa requereu que as investigações a respeito (judiciais e extrajudiciais relativas à Lava Jato) sejam encaminhadas para São Paulo “com urgência, tendo em vista o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade”.

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