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A novidade foi a participação brilhante e inconfundível do Jefferson

"Felizmente, o Poder Judiciário já constatou a quebra dos compromissos partidários e está impedindo publicidade gratuita levadas ao ar por pretensos candidatos que não renovam nada, só destacam as suas atuações ou os defeitos dos adversários"

Com as campanhas políticas correndo frouxas, cada um dos interessados em mandatos eletivos faz de tudo para aparecer aos eleitores. Os cabos eleitorais e líderes de currais já oferecem votos a preços de liquidação. Não será difícil, com a falta de grana, que o “black Friday” seja a novidade para adquirir uns votinhos que possam levar o pré-candidato ao poder. Não será fácil, mas, pelo menos, é uma novidade. É visível ainda a busca dos eleitores que têm fé em Deus e podem tornar o mundo melhor com as bênçãos divinas.

Felizmente, o Poder Judiciário já constatou a quebra dos compromissos partidários e está impedindo publicidade gratuita levadas ao ar por pretensos candidatos que não renovam nada, só destacam as suas atuações ou os defeitos dos adversários.

De novo mesmo  é o renascimento do trabalhismo com a propaganda partidária do Partido dos Trabalhadores; não o partido do Lula, devastado pelas descobertas de liderar falcatruas. Não, a propaganda é do Partido Trabalhista Brasileiro. E a novidade foi a participação brilhante e inconfundível do Jefferson. Não o americano ou o goleiro, e sim, Roberto Jefferson, político de discurso firme, didático, e com profundo conhecimento da realidade brasileira.

Roberto Jefferson, desde a juventude, se destacou pela desenvoltura e liderança em qualquer campo de atuação de que participou. Inteligente, culto, amigo incondicional, sem dificuldades financeiras e, acima de tudo, um nacionalista.

Com o seu discurso implacável, desnudou a corrupção do sistema político nacional e cumpriu, sem reclamar, as penas a que foi condenado por ter se envolvido nas malhas das tramoias do trabalhador que nos enganou durante tantos anos. Enquanto condenado, manteve-se à distância da mídia, enfrentou um câncer, espancou o seu saco de treino com vigor, e saiu da cadeia como entrou, de cabeça erguida, como se tivesse sido defendido por ele mesmo, hábil criminalista.

Quando decidiu avisar ao presidente as trapaças de seus mais íntimos auxiliares, o fez com fidelidade e transparência. Lula fingiu não acreditar que por trás de uma ninharia recebida por um indicado de Roberto que, afinal, desbaratou a quadrilha que comandava o país com várias ramificações e, até hoje, sem fim.

A fala de Jefferson no programa partidário não descambou para mostrar defeitos. Tratou do passado como tempos idos que não devem voltar mais e propôs soluções práticas que podem ser aplicadas ainda no governo Temer. Todos reconhecem a necessidade da reforma trabalhista, da reforma da previdência e da volta da probidade administrativa em todos os setores.

Os salários abusivos, os penduricalhos, os privilégios, o foro especial para autoridades, a matança de inocentes, de criminosos e de policiais, o abandono das crianças e da juventude, a violência rural praticada por facções armadas, as milícias, as prisões medievais, as discussões fratricidas sobre gêneros, raças, sexos, limites, assédios, e tudo o mais que não deveriam ser tratados de forma tão grosseira e desleal, mas que aí estão, diariamente, acabando com reputações, levando inocentes ao suicídio e deixando de lado as verdadeiras mudanças de que o país necessita.

Roberto Jefferson, em áudio divulgado nas redes sociais, enfrenta o senador Roberto Requião que, na senectude, mas com discurso juvenil, tenta se manter visível, mas não transparente.

Jefferson tem sucessora na vida pública; pois sua filha, deputada Cristiane Brasil, distante das facilidades do poder, segue a carreira que seu pai não concluiu, atingido que foi pelas denúncias que fez.

O que há de novo? Quase nada, e Jefferson não deve ser candidato a nada, mas prestou, novamente, um grande serviço aos brasileiros; sem papas na língua.

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