“A ética deve pautar a conduta dos agentes públicos”, diz presidenta do TSE

Nelson Jr./STF

Cármen Lúcia: o desvio de dinheiro público é um "furto contra a sociedade"

Ao encerrar o voto sobre o núcleo político do mensalão, a ministra Cármen Lúcia, também presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez um breve discurso em defesa da ética na política. Em seu recado, endereçado principalmente aos jovens, a magistrada afirmou que a ética é a única forma de se viver em sociedade e que todos os agentes públicos devem se pautar por ela. “Eu não gostaria de que a dez dias das eleições o jovem brasileiro desacreditasse da política por causa do erro de um ou de outro”, disse. A ministra afirmou que as condenações no processo do mensalão são “tristes”, principalmente no caso dos que receberam um “voto de confiança” da população, mas que elas não podem ser interpretadas como a descrença na política, tão necessária para o país e “única forma possível de se viver em sociedade”.

 

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A ministra votou pela condenação de 12 réus ligados a partidos da base governista do ex-presidente Lula.  “É um julgamento penal, mas que obviamente não significa para os jovens que a política seja necessariamente sempre corrupta. A humanidade chegou ao ponto em que estamos porque é a política ou a guerra. A política é dificil e necessária para uma sociedade”, disse. Ela afirmou ainda que o dinheiro público desviado não é um furto a uma pessoa, mas sim, a toda a sociedade. “Assim, se tem o furto da esperança de uma sociedade que chega às vésperas de uma eleição como essa”, afirmou.

Durante o intervalo da sessão, o ministro Marco Aurélio Mello fez coro à ministra. “Os eleitores devem perceber a importância do voto. Ele é uno, mas se soma a tantos outros e implica a escolha dos represntantes. O voto não deve ser algo que aborreça, deve ser tomado como um exercício”.

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