63% dos brasileiros querem renúncia de Temer e novas eleições, diz Datafolha

Beto Barata/PR

Em juho, em meio ao processo de impeachment de Dilma, 62% da população defendia renúncia e novas eleições

 

Cerca de dois terços da população brasileira é favorável à renúncia do presidente Michel Temer (PMDB) ainda neste ano para que haja eleição direta. Levantamento do instituto Datafolha divulgado neste domingo (11) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que 63% dos entrevistados defende o fim do governo Temer.

De acordo com a pesquisa, 27% dos entrevistados são contra a saída de Temer, enquanto 6% de declararam indiferentes e 3% não souberam responder. Por lei, para que novas eleições sejam convocadas e um novo presidente seja eleito pelo povo para um mandato-tampão, Temer teria que deixar o cargo até 31 de dezembro deste ano. Do contrário, a eleição é indireta.

A parcela da população que queria nova eleição direta em julho, em meio ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, era praticamente a mesma. Das pessoas ouvidas pelo Datafolha à época, 62% defenderam a renúncia tanto de Dilma, quanto de Temer, e a convocação de novas eleições. Houve ainda 30% contra a proposta, 4% que não sabiam e 4% que se declararam indiferentes.

Está previsto para 2017 o julgamento de uma ação contra a chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode culminar com saída do peemebista do cargo. Caso condenado no ano que vem, ou em 2018, Temer dará lugar a um novo presidente eleito indiretamente pelo Congresso Nacional.

Reprovação

O Datafolha mostrou ainda que 51% dos entrevistados considera a gestão de Temer ruim ou péssima. Outros 34% acham regular; 10% ótimo ou bom e 5% não sabem ou não opinaram.

O instituto questionou aos entrevistados se Temer está fazendo um governo igual, melhor ou pior que a antecessora petista. Os resultados mostraram que 40% considera Temer pior; 34% igual; 21% melhor; e 5% não sabe.

O levantamento do Datafolha foi realizado na quarta-feira (7) e quinta-feira (8), antes de se tornar pública a delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, que cita Temer e ministros do núcleo do governo. O Datafolha ouviu 2.828 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Leia a íntegra da matéria da Folha de S.Paulo

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