Deputados e senadores investigados no STF – São Paulo

São Paulo


Deputados:


Alex Manente (PPS): Inquéritos 4520, 4468 e 4007, investigado por crimes eleitorais.

Andres Sanchez (PT): O ex-presidente do Corinthians é alvo de sete inquéritos (4341, 4077, 4070, 4069, 4276, 4032 e 4357), por corrupção passiva, sonegação de contribuição previdenciária, apropriação indébita previdenciária, crimes contra a ordem tributária e eleitorais. Na Lava Jato, é suspeito de receber R$ 500 mil em propina da Odebrecht para a construção da Arena Corinthians. O deputado nega ter recebido dinheiro da empreiteira e diz que três inquéritos tratam de dívidas tributárias que estão sendo pagas pelo Corinthians

Ao Congresso em Foco, a assessoria do deputado Andres Sanches prestou os seguintes esclarecimentos:

“O inquérito 4276 é referente a uma empresa chamada Quiron Distribuidora de Embalagens. A empresa não é do Andres. Quando o processo foi aberto ele já não era mais proprietário dessa empresa. No inquérito ele já respondeu questionamentos com documentos anexos para comprovar que ele não era proprietário.

Já os inquéritos 4069, 4070 e 4077 são três processos do time de futebol Corinthians. Esses processos estão parados porque são dívidas tributárias e o Corinthians já está pagando. Todos eles só estão no STF porque citou o nome do deputado. Como ele tem foro privilegiado o caso subiu para o STF. São divididas tributárias e juridicamente estão sendo resolvidas”.

Arlindo Chinaglia (PT): O ex-presidente da Câmara responde aos inquéritos 4461 e 4479, por corrupção e lavagem de dinheiro. Citado na delação da Odebrecht como beneficiário de R$ 10 milhões. Segundo os delatores, Chinaglia e outros três parlamentares receberam R$ 50 milhões para que um consórcio de empreiteiras ganhasse a licitação da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e aparassem arestas com o governo.

Arnaldo Faria De Sá (PTB): Responde ao inquérito 4327, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha na Lava Jato. É suspeito de integrar um grupo de parlamentares ligados ao ex-deputado Eduardo Cunha acusado de intimidar empresários no Congresso, para pressionar pelo pagamento de propina. O petebista nega ter relação com Cunha e diz que foi envolvido no caso por ter convocado, quando era sub-relator da CPI da Petrobras, dirigentes do grupo Schain, também alvos da operação.

Ao Congresso em Foco o parlamentar disse

“A acusação do MPF é que, como sub-relator da CPI da Petrobrás, a que apurava o superfaturamento e a gestão temerária na construção e afretamento de navios de transportes, navios plataforma e navios sonda; convoquei os dirigentes da Schain para esclarecer a respeito do navio-sonda Vitória 10.000, operado pela empresa ao custo de 1,6 Bilhão de dólares, como também sobre o empréstimo do Banco Schain ao Senhor José Carlos Bumlai no valor de 12 milhões de reais, que nunca foi quitado; que, em razão dos fatos, o Juiz Moro da Lava Jato condenou dirigentes da Schain e Bumlai a 9 anos e 10 meses de prisão. Esses dados já foram apresentados ao STF e os autos foram redistribuídos ao Ministro Gilmar Mendes.”

Arnaldo Jardim (PPS) – Licenciado: Secretário estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, é citado na delação da Odebrecht na Lava Jato como beneficiário de R$ 50 mil via caixa dois para sua campanha a deputado federal em 2010. Ele afirma que nunca autorizou doações não contabilizadas.

Beto Mansur (PRB): Alvo do inquérito 4454, aberto com base nas delações da Odebrecht na Lava Jato. É suspeito de receber R$ 550 mil da empreiteira em contrapartida por favorecimento em obras em Santos, cidade da qual foi prefeito entre 1997 e 2004. “Não há nada de errado e tudo foi feito com transparência e rigorosamente dentro da lei”, afirma.

Carlos Zarattini (PT): O líder do PT na Câmara é investigado nos inquéritos 4425 e 4430, por corrupção e lavagem de dinheiro. Delatores da Lava Jato sustentam que o deputado recebeu, via caixa dois, R$ 50 mil para a campanha de 2010 e outros R$ 5 milhões em 2012. Esse montante, segundo as delações, faziam parte de um crédito de R$ 27 milhões destinado ao PT. “Todas as minhas doações de campanha foram legais e declaradas nos órgãos competentes e aprovadas pelo TRE. Não há provas contra qualquer deputado e senador do PT citados. Acreditamos que todos serão inocentados”, diz.

Ao Congresso em Foco, a assessoria do deputado encaminhou a seguinte note:

“Todas as respostas pertinentes à citação de meu nome serão dadas no inquérito. Contudo, reitero que todas as minhas doações de campanha foram legais e declaradas nos órgãos competentes e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Destaco, ainda, que não há nas delações provas contra nenhum dos deputados e senadores do PT citados e acreditamos que todos serão inocentados ao longo das investigações”, deputado Carlos Zarattini (PT/SP).

Celso Russomano (PRB): O deputado mais votado da atual legislatura, com 1,5 milhão de votos, responde ao inquérito 4422, por falsidade ideológica eleitoral. Delatores da Odebrecht na Lava Jato afirmam que ele recebeu da empreiteira R$ 50 mil, por caixa dois, para sua campanha de 2010, quando concorreu ao governo de São Paulo. Russomanno nega o recebimento do dinheiro.

Eli Corrêa Filho (DEM): Inquérito 4363, por crimes eleitorais. Alega que foi acusado por um adversário na disputa à prefeitura de Guarulhos, em 2016, de fazer propaganda negativa contra ele nas redes sociais. “Uma das representações já foi indeferida e arquivada. Esse será o mesmo destino do inquérito”, afirma.

Ao Congresso em Foco, o deputado encaminhou a seguinte nota:

“Sirvo-me do presente para apresentar os seguintes esclarecimentos.

O inquérito 4363, em tramitação no STF, tem como objetivo apurar a prática de propaganda eleitoral irregular – propaganda eleitoral negativa nas redes sociais.

Em 2016 fui candidato a prefeito de Guarulhos/SP   e um dos meus adversários ingressou com 2 representações eleitorais, alegando em uma delas a “prática” (mensagem  whatsapp) de crime eleitoral.

Como sou deputado federal, em exercício de mandato e tenho foro privilegiado, o juiz da zona eleitoral (ZE 279) de Guarulhos/SP encaminhou as 2 representações para o  STF.

Importante ressaltar, uma das representações já foi indeferida e arquivada. Esse será o mesmo destino do inquérito 4363.”

João Paulo Papa (PSDB): Inquérito 4416, por crime eleitoral. Segundo delatores da Odebrecht na Lava Jato, Papa recebeu dois repasses, no valor de R$ 300 mil cada, feitos nas eleições de 2012 e 2014. “Não pratiquei qualquer irregularidade. Todos os recursos captados foram declarados conforme as leis vigentes. Todas as minhas contas foram aprovadas pela Justiça eleitoral”, diz.

Ao Congresso em Foco, o deputado encaminhou a seguinte nota:

“Possuo mais de 30 anos de uma vida pública marcada por muito trabalho e absoluto respeito às leis em todos os cargos que exerci. Participei, como candidato, de três eleições em 2004, 2008 e 2014, e sempre pautei minhas ações com transparência e lisura.

Prestarei todos os esclarecimentos necessários. Tenho plena confiança de que a Justiça vai dirimir dúvidas que existam e evidenciar a verdade, pois não pratiquei qualquer irregularidade. Todos os recursos captados foram declarados conforme as leis vigentes; todas as minhas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, sem ressalvas”.

José Mentor (PT): Inquéritos 3994, 3995 e 4218, por corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e crimes contra a administração em geral e contra o meio ambiente e o patrimônio genético. O deputado foi denunciado pela PGR, em maio, por corrupção passiva e lavagem em inquérito da Lava Jato. É acusado de receber R$ 380 mil para viabilizar a contratação de uma empresa pela Caixa Econômica Federal. Mentor diz que jamais favoreceu quem quer que seja em troca de vantagem indevida.

Márcio Alvino (PR): Inquérito 3952, por crimes contra a Lei de Licitações.

Miguel Haddad (PSDB): Responde ao inquérito 4496, por crimes contra a Lei de Licitações e prevaricação.

Milton Monti (PR): Responde aos inquéritos 4443 e 4456, por corrupção e lavagem de dinheiro, aberto após delações da Odebrecht na Lava Jato. Juntamente com o ex-deputado Valdemar Costa Neto, é acusado de receber propina da empreiteira na execução da Ferrovia Norte-Sul, em 2008 e 2009. O deputado diz que todas as doações recebidas foram legais: “É bom que se apure porque assim a inocência será comprovada”.

Missionário José Olimpio (DEM): Inquérito 3989, por corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha. Apontado por delatores como um dos parlamentares do PP (seu partido anterior) que recebiam mesada do esquema de corrupção na Petrobras.

Nelson Marquezelli (PTB): Inquérito 4144 (sem especificação do tipo penal).

Paulo Pereira da Silva (SD): Presidente do Solidariedade e da Força Sindical, é investigado em quatro inquéritos (3901, 2905, 4410 e 4387) e réu na ação penal 965, por corrupção e lavagem de dinheiro. Os dois últimos inquéritos foram abertos com base em delações da Lava Jato. Delatores da Odebrecht afirmam que repassaram R$ 200 mil, em 2010, e R$ 1 milhão, em 2014, a pretexto de campanha eleitoral. Parte dessa quantia foi dada, conforme a acusação, em contrapartida para segurar greves no Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira. Na ação penal é acusado de ser beneficiário de um esquema que desviou recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desarticulado pela Operação Santa Tereza, em 2008. O deputado nega as irregularidades.

Paulo Salim Maluf (PP): O ex-prefeito de São Paulo é réu em duas ações penais (863 e 968), por lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro e eleitorais. Em 23 de maio, foi condenado, no primeiro processo, a sete anos de prisão em regime fechado, à perda do mandato e ao pagamento de R$ 1,3 milhão, por lavagem de dinheiro. Os ministros concluíram que houve superfaturamento e desvio de dinheiro da prefeitura nas obras da Avenida Água Espraiada (hoje Jornalista Roberto Marinho), construída por um consórcio de empreiteiras na gestão dele, entre 1993 e 1997. O crime de corrupção, também atribuído ao deputado, prescreveu. A defesa de Maluf contesta o julgamento e vai recorrer para evitar a prisão dele. Em 2012, a Justiça da Ilha de Jersey, paraíso fiscal britânico, o condenou a devolver R$ 45,8 milhões à prefeitura de São Paulo por desvios de dinheiro na mesma obra. Já em junho deste ano, a Justiça francesa condenou o brasileiro a três anos de prisão por lavagem de dinheiro. Maluf é acusado de ter depositado o equivalente a R$ 6,6 milhões, entre 1996 e 2003, em duas contas bancárias na França em nome da mulher. O dinheiro, conforme a acusação, é fruto de corrupção. Há um mandado de prisão contra ele, a esposa e o filho no país.

Pr. Marco Feliciano (PSC): Investigado no Inquérito 4312 pela acusação de estupro feita por uma estudante de Jornalismo de Brasília. O caso é controverso. A jovem de 22 anos também virou alvo da Justiça após cair em contradições e passou a responder por extorsão e denunciação caluniosa por ter dito que havia sido sequestrada por um assessor do deputado em um hotel em São Paulo. A polícia chegou à conclusão de que ela mentiu em relação a esse ponto e que estava tentando levar vantagem financeira. As apurações envolvendo os dois, porém, ainda seguem. Feliciano nega qualquer relação com a jovem.

Roberto Alves (PRB): inquérito 4127, por estelionato.

Rodrigo Garcia (DEM) – Licenciado: Inquérito 4420, por falsidade ideológica eleitoral, aberto com base nas delações da Odebrecht na Lava Jato. O atual secretário estadual de Habitação de São Paulo é suspeito de ter recebido dinheiro via caixa dois da Odebrecht para a campanha eleitoral de 2012.

Vicente Cândido (PT): O relator da reforma política na Câmara responde aos inquéritos 4138 e 4448, por corrupção, lavagem de dinheiro e crimes praticados contra a administração geral. O último procedimento foi aberto com base em delações da Odebrecht na Lava Jato. É suspeito de ter recebido R$ 50 mil da empreiteira, em 2010, em troca de apoio parlamentar para o financiamento da Arena Corinthians.

Vicentinho (PT): O ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) é alvo do inquérito 4403, por falsidade ideológica eleitoral. De acordo com delação da Odebrecht, o deputado recebeu R$ 30 mil, em caixa dois, para sua campanha eleitoral de 2010.

 

Senadores


Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) – Licenciado

O atual ministro das Relações Exteriores é alvo de investigação baseada em depoimento do presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, delator da Lava Jato. Ele citou o nome de Aloysio entre os 18 candidatos que, segundo ele, receberam doações ilícitas. O tucano reconheceu ter recebido R$ 200 mil da UTC para sua campanha eleitoral ao Senado, em 2010, mas ressaltou que o dinheiro foi legalmente declarado à Justiça eleitoral. Desde abril, responde ao Inquérito 4428, em que é suspeito de receber ilegalmente R$ 500 mil do grupo Odebrecht para financiar sua campanha para o Senado em troca de favores políticos.

“Em nenhum momento a Odebrecht afirma que pagou propina a Aloysio Nunes Ferreira, conforme relato do delator tornado público pelo STF. O que a empreiteira diz é que repassou ao então candidato recursos não contabilizados para sua campanha ao Senado, em 2010, o que ele nega ter recebido.

Assessoria de imprensa do ministro Aloysio Nunes Ferreira”

José Serra (PSDB)

O ex-governador paulista responde ao inquérito 4428, que apura o repasse de R$ 23 milhões pela Odebrecht via caixa dois para a campanha presidencial de 2010. Segundo delator, o pagamento foi feito durante a execução das obras do Rodoanel e parte do dinheiro foi entregue no Brasil e outra parte, no exterior.

“O senador José Serra reitera que não cometeu nenhuma irregularidade e que suas campanhas foram conduzidas pelo partido, na forma da lei. A abertura do inquérito pelo Supremo Tribunal Federal servirá como oportunidade de demonstrar essas afirmações e a lisura de sua conduta”, disse sua assessoria.

Marta Suplicy (PMDB)

A ex-prefeita de São Paulo responde aos inquéritos 3544, por estelionato, quadrilha e falsidade ideológica, e 4404, derivado da Lava Jato. Delatores da Odebrecht afirmam que ela recebeu da empreteira, via caixa dois, R$ 550 mil em 2008, quando concorreu à prefeitura de São Paulo, e R$ 500 mil na campanha para o Senado, em 2010, por meio do marido, Márcio Toledo, também investigado. O casal alega que declarou à Justiça eleitoral todos os recursos recebidos e que a acusação é “leviana” e “mentirosa”.

“O inquérito 3544 está sendo devidamente acompanhado pelo escritório do advogado Dr. David Rechulski, que representa a senadora Marta Suplicy. O escritório tem prestado todas as informações solicitadas nestes autos, sendo certo que não pairam quaisquer irregularidades envolvendo a senadora Marta Suplicy no que tange a esta investigação”, diz a assessoria de Marta

 

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