Deputados e senadores investigados no STF – Rondônia

Rondônia


Deputados:


Expedito Netto (PSD): Inquérito 4307, por peculato. Investigado pelo uso da verba da Câmara para o exercício da atividade parlamentar com a locação de veículos que, segundo o Ministério Público, eram de sua propriedade ou de familiares. Ele nega: “Temos o pleno controle das verbas utilizadas pelo meu gabinete e de estarmos agindo dentro da lei”.

Ao Congresso em Foco, o deputado enviou a seguinte nota:

“Sobre o inquérito de nº4307, instaurado após denúncia anônima ao Ministério Público Federal, esclareço que ainda não fui oficialmente notificado.

Temos o pleno controle das verbas utilizadas pelo meu gabinete e de estarmos agindo dentro da lei. Estarei sempre à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários.”

Lindomar Garçon (PRB): Inquérito 4020 e ação penal 925, por crimes eleitorais.

Lucio Mosquini (PMDB): inquérito 4006, por crimes da Lei de Licitações.

Luiz Cláudio (PR): inquérito 4057, por corrupção passiva.

Nilton Balbino Capixaba (PTB): Réu nas ações penais 958 e 644, por crimes da Lei de Licitações, corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Os dois processos estão relacionados à Operação Sanguessuga, de 2006, que desarticulou a chamada máfia das ambulâncias, acusada de pagar propina a deputados em troca de emendas parlamentares direcionadas para a compra desse tipo de equipamento.

 

Senadores


Acir Gurgacz (PDT)

O líder do PDT responde aos inquéritos 3011 e 3025, pelos crimes de dano ao erário e contra a ordem tributária, e à ação penal 935, por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. No processo, é acusado, na condição de diretor da empresa de ônibus Eucatur, de ter cometido fraude para obter financiamento junto ao Banco da Amazônia SA (Basa), em 2002, e de ter aplicado os recursos recebidos de maneira diversa da contratada.

Ivo Cassol (PP)

Primeiro senador condenado pelo Supremo, em agosto de 2013, foi sentenciado a quatro anos e oito meses de prisão, em regime semiaberto, e multa de R$ 201 mil. Quatro anos depois, o ex-governador de Rondônia ainda recorre da condenação, em liberdade e no pleno exercício do mandato. O parlamentar, inclusive, preside a poderosa Comissão de Agricultura do Senado. Sua condenação vem da ação penal 565, por crime contra a Lei de Licitações. Segundo os ministros do Supremo, ele direcionou licitações a cinco empresas de conhecidos na década de 1990, quando era prefeito de Rolim de Moura. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já pediu a perda do mandato e a prisão do senador. O STF interrompeu o julgamento do último recurso de Cassol em 2016.

Ele também é réu em outras duas ações penais (562 e 891), por calúnia e corrupção eleitoral, e é alvo de cinco inquéritos (3158, 2828, 3614, 3820 e 4411), por peculato, improbidade administrativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e crimes contra o sistema financeiro e contra a Lei de Licitações.

Questionado pela reportagem, o senador assim reagiu: “Responderei apenas na Justiça o que devo a ela”.

Valdir Raupp (PMDB)

O ex-governador de Rondônia é alvo de 11 acusações criminais, seis delas (inquéritos 3982, 3989, 4267, 4319, 4323 e 4326) são derivadas da Lava Jato. Ele responde por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva. Também responde ao inquérito 4129, por peculato e formação de quadrilha. É réu nas ações penais 358, 383, 577 e 1015 por crimes eleitorais e uso de documentos falsos, crimes contra o sistema financeiro, peculato e corrupção.

Nem Raupp nem sua assessoria retornaram os pedidos de explicações feitos pela reportagem.

 

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