Deputados e senadores investigados no STF – Bahia

Bahia


Deputados:


Antônio Brito (PSD): Alvo do inquérito 4455, por falsidade ideológica eleitoral. A investigação foi aberta para apurar se o deputado recebeu da Odebrecht R$ 100 mil para sua campanha, em 2010, conforme denunciaram delatores da Lava Jato.

Arthur Oliveira Maia (PPS): O relator da reforma da Previdência na Câmara responde ao inquérito 4405, por falsidade ideológica eleitoral. É suspeito de ter recebido R$ 200 mil da Odebrecht, via caixa dois, para sua campanha em 2010.

Cacá Leão (PP): Inquérito 4421, por falsidade ideológica eleitoral. A investigação foi aberta para apurar se o deputado recebeu da Odebrecht R$ 30 mil para sua campanha, em 2014, conforme denunciaram delatores da Lava Jato.

Caetano (PT): Responde ao inquérito 4143 por crimes de responsabilidade.

Daniel Almeida (PCdoB): Inquérito 4390, por corrupção e lavagem de dinheiro. Na Lava Jato, é suspeito de ter pedido R$ 300 mil, não declarados, para um candidato a prefeito de Juazeiro (BA) em troca de favorecimento à Odebrecht, segundo delatores. Também citam repasse de R$ 100 mil ao deputado em outra ocasião. “Os baianos e os brasileiros conhecem minha trajetória de mais de 30 anos de atividade pública. Tenho total convicção que o destino será o arquivamento”, diz

Fernando Torres (PSD) – Licenciado: inquéritos 4230 e 3787 por crimes contra a ordem econômica e lavagem ou ocultação de bens.

João Carlos Bacelar (PR): Investigado em seis inquéritos (3701, 3704, 4026, 4430, 4450 e 4475) por falsidade ideológica, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e crimes eleitorais. Delatores da Odebrecht na Lava Jato afirmam que o deputado recebeu R$ 200 mil da empreiteira, como doação oficial, para atender a interesses do grupo em uma medida provisória no Congresso. Em 2006, segundo a delação, foram repassados outros R$ 50 mil. A empreiteira alega que Bacelar pediu dinheiro nas eleições de 2006, 2010 e 2014.

José Carlos Aleluia (DEM): Inquérito 4388, por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo delatores da Odebrecht, o deputado recebeu R$ 300 mil da empreiteira como caixa dois na eleição de 2010. De acordo com a delação, a empreiteira doou oficialmente R$ 280 mil à campanha dele, em 2014, em troca da defesa de interesses do grupo no Congresso. “O ministro Fachin [relator da Lava Jato] autorizou investigar todos, sem distinção, e fez bem. Todo homem público tem de estar pronto para ser investigado”, afirma.

Jutahy Júnior (PSDB): Responde ao inquérito 4397, por falsidade ideológica eleitoral, aberto após as delações da Odebrecht. É suspeito de receber R$ 850 mil da empreiteira, como caixa dois, nas eleições de 2010 e 2014. O grupo diz, ainda, que doou oficialmente R$ 610 mil às campanhas do deputado. “Não tenho nada a ver com a Lava Jato”, diz o ex-líder do PSDB na Câmara.

Lucio Vieira Lima (PMDB): Irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, é investigado no inquérito 4437, por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a delação da Odebrecht, o deputado recebeu R$ 1 milhão da empreiteira para ajudar aprovar legislação de interesse do grupo no Congresso.

Mário Negromonte Jr. (PP): Responde aos inquéritos 3989, 3980 e 4394, por corrupção passiva, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. Na Lava Jato, é acusado por delatores da Odebrecht de ter recebido R$ 110 mil da empreiteira como caixa dois. É suspeito de ter recebido ilegalmente R$ 500 mil de outra empresa acusada de participar do esquema de corrupção na Petrobras.

Nelson Pellegrino (PT): Responde ao inquérito 4395, por falsidade ideológica eleitoral. De acordo com delatores da Odebrecht na Lava Jato, o deputado recebeu R$ 1,5 milhão da empreiteira para a campanha eleitoral de 2012. Desse total, segundo as delações, apenas R$ 200 mil foram declarados oficialmente pelo então candidato.

Paulo Magalhães (PSD): Réu na ação penal 896, por crimes eleitorais, acusado de apresentar declaração de doação falsa à Justiça eleitoral na campanha de 2010.

Roberto Britto (PP): nvestigado nos inquéritos 3876, 3989 e 3980, por apropriação indébita previdenciária, sonegação de contribuição previdenciária, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Citado pelo doleiro Alberto Yousseff como um dos deputados do PP que recebiam mesada de R$ 30 mil a R$ 150 mil do esquema de corrupção na Petrobras.

Ronaldo Carletto (PP): Inquérito 4063, por crimes contra o sistema financeiro nacional.

Valmir Assunção (PT): inquérito 3945, por crimes eleitorais.

“Não há indício ou processo contra o deputado Valmir Assunção no STF. O que há é uma investigação sobre uma suposta irregularidade nas contas de campanha, fato que já está sendo elucidado com os documentos que foram enviados para a Justiça.  O Inquérito 3945 trata da prestação de contas de um valor de R$ 4 mil, referentes à cessão de um veículo automotivo durante a campanha eleitoral, cujo custo total foi de R$ 797.796 mil.

Além de não ter nenhum crime citado, a quantia é irrisória no universo de uma campanha eleitoral. Por isso mesmo, o TRE aprovou as contas por unanimidade. Essa investigação é remanescente e cumpre um processo burocrático da Justiça.”

 

Senadores

 

Lídice da Mata (PSB)

O inquérito 4396 apura a delação de um ex-funcionário da Odebrecht que sustenta que a senadora recebeu R$ 200 mil da empreiteira para sua campanha eleitoral ao Senado em 2010. O valor, segundo ele, não foi declarado à Justiça eleitoral.

“Acho muito importante essa autorização do Supremo para a devida abertura dos inquéritos. Espero que agora haja a quebra do sigilo de todo o processo, como já havia solicitado. Tenho a consciência tranquila e a confiança de que tudo será esclarecido. A seriedade da minha vida pública fala por mim. Quem não deve não teme. Espero que as investigações avancem, com transparência e agilidade. Que as responsabilidades sejam devidamente apuradas, para que separemos o joio do trigo”, afirmou a senadora.

 

 

————– OUTROS ESTADOS ————

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