Deputados e senadores investigados no STF – Alagoas

Alagoas


Deputados:


Arthur Lira (PP): O líder do PP responde a cinco inquéritos (3989, 3980, 3996, 3515 e 3911) por corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e peculato. Ele e o pai, senador Arthur de Lira (PP-AL), foram denunciados pela PGR, acusados de receber recursos desviados da Petrobras. O STF ainda não examinou a denúncia. O deputado alega que as acusações são “narrativas infundadas” de delatores inimigos. “Não há elementos que corroborem os fatos.

Ao Congresso em Foco, a assessoria do deputado enviou a seguinte nota:

“O Deputado Federal Arthur Lira é o novo líder da bancada do Partido Progressista (PP) na Câmara dos Deputados. Ele foi eleito por aclamação para liderar os 46 deputados que compõem a quarta maior bancada da Casa. O líder esclarece que os inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) não têm elementos que corroborem os fatos. Trata-se de narrativas infundadas de delatores com inimizade patente com o parlamentar. Arthur Lira está à disposição da Justiça para esclarecer o que for necessário”.

Cícero Almeida (PMDB): Alvo dos inquéritos 4228, 3620 e 3959 e da ação penal 956, pelos crimes de corrupção, contra a Lei de Licitações, de responsabilidade, quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro

Maurício Quintella Lessa (PR) – Licenciado: O ministro dos Transportes é investigado no inquérito 2893, por peculato, desde 2009. “Quintella reitera que sua postura pautada pela ética será comprovada sempre que o Judiciário assim o requerer”, diz a assessoria.

Paulão (PT): Inquérito 3620, por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro.

Ronaldo Lessa (PDT): Réu nas ações penais 929, 975 e 1000 por crimes eleitorais, calúnia, crimes da Lei de Licitações, quadrilha, injúria, ameaça e peculato.

 

Senadores

 

Benedito de Lira (PP)

Líder do PP no Senado, responde a três inquéritos da Lava Jato no STF. A PF encontrou anotações na agenda do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa com valores que remetem a “BL”, iniciais de Benedito de Lira. Há registro de repasse de até R$ 1 milhão. Devido às suspeitas, é investigado nos inquéritos 3989, 3994 e 3996, pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva. A PGR o denunciou por corrupção e lavagem de dinheiro. Na denúncia, ainda não examinada pelo Supremo, pede-se a perda do mandato do senador, que alega inocência.

Fernando Collor (PTC)

O ex-presidente da República é investigado na Lava Jato em seis inquéritos (3883, 4112, 4162, 4166, 4167 e 4250) por lavagem de dinheiro, peculato e corrupção. A PGR o denunciou e pediu perda do mandato em caso de condenação, por entender que há elementos suficientes para a abertura de ação penal. A investigação foi aberta para apurar as relações de Collor com o doleiro Alberto Youssef. Policiais federais apreenderam no escritório do doleiro oito comprovantes de depósitos bancários na conta de Collor, somando R$ 50 mil. Em delação premiada, o empresário Ricardo Pessoa, da UTC, diz que repassou R$ 26 milhões a pessoas ligadas ao senador como comissão por um contrato fechado com uma subsidiária da Petrobras.

Collor nega envolvimento com as denúncias e atribui as investigações a perseguição do Ministério Público.

Renan Calheiros (PMDB)

Ex-presidente do Senado, acumula 13 investigações (2593, 3993, 3989, 4171, 4172, 4202, 4211, 4213, 4215, 4216, 4267, 4326 e 4354) no STF por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de dinheiro público e falsidade ideológica. Dez deles estão relacionados ao esquema de corrupção na Petrobras, apurado pela Operação Lava Jato, e um decorre da Operação Zelotes, que investiga fraudes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão de controle vinculado ao Ministério da Fazenda, e a venda de medidas provisórias. O mais antigo deles, porém, remonta à acusação de que o senador teve despesas pagas por um lobista de empreiteira, caso que o levou a renunciar à presidência da Casa e quase lhe custou o mandato de senador em 2007. Por esse caso (2593), o senador virou réu por destinar parte da verba de gabinete para uma locadora de veículos que não prestou o serviço, segundo a PGR. Entre as acusações da Lava Jato, o lobista Fernando Baiano, operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, e o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró acusam Renan de receber mais de US$ 6 milhões em propina por um contrato de afretamento do navio-sonda Petrobras 10.000. Também é suspeito de receber R$ 2 milhões do doleiro Alberto Youssef para evitar a instalação da CPI da Petrobras. É investigado, ainda, por irregularidades em contratações na Transpetro.

Procurado pela reportagem, Renan não quis se manifestar sobre as investigações.

 

————– OUTROS ESTADOS ————

Voltar ao topo
Imprimir
Publicidade Publicidade